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Sincor Digital – seguradores relatam experiências transformadoras e mostram otimismo com o futuro

Jayme Garfinkel, Nilton Molina e Patrick Larragoiti participaram da primeira palestra do Sincor Digital – Conectando o Mercado de Seguros e compartilharam os momentos mais difíceis e transformadores que viveram em todos os anos atuando no mercado de seguros, além de demonstrarem otimismo em relação ao futuro do País. A palestra "Masterclass – É possível!" aconteceu na manhã desta sexta-feira (23/10) e foi mediada pelo 1º vice-presidente do Sincor-SP, Boris Ber.

"Um dos momentos mais marcantes da minha carreira foi em 1978, quando a companhia tinha acabado de completar seis anos e meu pai faleceu. Fomos obrigados a pagar uma multa alta e não tínhamos a quem recorrer, pois vivíamos em uma ditadura. Tive a oportunidade de me encontrar com o superintendente da Susep e resolver o problema. No momento pensei: não posso largar o sonho do meu pai, meu dever é continuar com o sonho que ele tinha começado a construir", relata o ex-presidente do Conselho da Porto Seguro, Jayme Garfinkel.

Para o presidente do Conselho de Administração do Grupo SulAmérica, Patrick Larragoiti, o início da carreira como estagiário essencial para a formação profissional. "Eu trabalhava como avaliador de sinistros, recortando os jornais com os valores dos carros para saber quanto tínhamos que pagar de indenização aos segurados", explica. "Quando assumi a presidência executiva da SulAmérica, era uma companhia muito centralizadora, cheia de feudos dentro das estruturas. Transferi grande parte das responsabilidades da presidência para outras áreas, dando mais agilidade nos processos e as decisões passaram a ser compartilhadas com o Conselho. Então, passamos a ser um time, transformando a companhia numa organização fantástica", completa.

O presidente do Conselho de Administração da MAG Seguros, Nilton Molina, conta que entrou para o mercado de seguros pela corretagem. "Na época, tinha 30 anos e uma corretora de seguros, onde a SulAmérica tinha 40%, a Atlantica 40% e eu, 20%. Queríamos fazer com que a Bradesco vendesse previdência no balcão do banco e ninguém conseguia convencer eles de fazer isso. Até que me encontrei com o responsável, expliquei como funcionava e ele topou. Essa foi minha primeira experiência como segurador", declara.

Sobre o futuro, os executivos destacaram o poder de resiliência do setor de seguros e da grandeza e das oportunidades que o Brasil tem. "Olhando para o futuro, vejo que o que está acontecendo, em alguns aspectos, é positivo. Tivemos uma transformação digital que aconteceu de maneira rápida e eficiente. A telemedicina também teve um grande avanço, já que em poucas semanas, milhares de atendimentos foram realizados", acredita.

"Quase todos os ramos de atividades humanas sofreram as consequências da pandemia, além de enfrentar um clima de incertezas com a economia. No entanto, qual Brasil temos pela frente? Um País com potencial para ser um dos maiores produtores de energia limpa, o 3º maior mercado de consumo, além do agronegócio. O Brasil tem todos os insumos para ser um líder mundial", destaca Molina.

Para Jayme, o mercado de seguros é privilegiado. "A pandemia trouxe a percepção de proteção para a sociedade, no momento que perceberam a importância de um seguro. Nós não sofremos o que outros setores sofreram, por isso, tenho uma perspetiva positiva para o futuro".

Durante o painel, o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, anunciou um Voto de Júbilo aos executivos. A homenagem é da Câmara Municipal de São Paulo, que reconhece o trabalho que os seguradores fizeram pela cidade e pelo setor de seguros. "Em nome de todos os corretores de seguros da capital, recebam essa homenagem de agradecimento", completa Camillo.

Comunicação Sincor-SP (23/10/2020)