Voltar

Seguro de vida tem melhor resultado em cinco anos

Os mercados de previdência privada aberta e de seguro de pessoas apresentaram forte crescimento no primeiro semestre e acumularam receitas de R$ 90 bilhões, segundo dados da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi).

As contribuições nos planos de previdência aberta somaram R$ 65,6 bilhões, com alta de 26,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. De acordo com a Fenaprevi, no fim do primeiro semestre deste ano, o segmento de previdência privada aberta administrava R$ 1,037 trilhão em reservas.

Já o segmento de seguros de pessoas, que inclui vida e prestamista, registraram prêmios de R$ 24,4 bilhões, cifra 16,3% maior do que na primeira metade de 2020.

Os ramos de vida, tanto individual quanto coletivo, avançaram 19,1% ante o primeiro semestre de 2020, com um volume de R$ 10,9 bilhões em prêmios. Trata-se, segundo a Fennaprevi, do maior resultado dos últimos cinco anos. Somente o vida individual arrecadou R$ 4,52 bilhões, com 34% de alta.

O prestamista acumulou R$ 7,74 bilhões em prêmios, o que representa uma elevação de 18,1% frente ao primeiro semestre do ano passado.

Os números indicam ainda aumento de prêmios em outras modalidades no semestre, quando comparados a 2020. O seguro funeral, por exemplo, registrou alta de 29,9% para R$ 491 milhões. O educacional subiu 28%, com acumulado de R$ 23 milhões em prêmios, enquanto o produto que cobre doenças graves ou terminais somou R$ 664 milhões, um acréscimo de 27,4%.

Apesar do crescimento, a pandemia teve impacto sobre o setor entre janeiro e junho. Houve, por exemplo, aumento de 22,2% na comparação anual dos resgates de previdência privada, que atingiram R$ 49,2 bilhões.

O volume de sinistros pagos no mesmo período em seguros de pessoas cresceu 77,1% na mesma base de comparação para R$ 9,41 bilhões. Nos ramos vida individual e prestamista, as indenizações quase dobraram com alta de 90% em relação a 2020.

Já um produto que tem sofrido com quedas desde o início da pandemia, o seguro viagem, caiu 30,7% em bases anuais, com volume de R$ 110 milhões em receitas na primeira metade de 2021.

Valor Econômico