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Resseguradoras podem assumir risco do Proagro

Resseguradoras podem assumir risco do Proagro

 

O Valor Econômico destaca que o governo quer repassar ao setor privado o risco do Programa de Garantia da Atividade Agropecuária (Proagro), que conta com subsídios bilionários em anos de adversidades climáticas. As resseguradoras, por sua vez, consideram assumir a responsabilidade, mas demonstram preocupação com as regras do programa, conforme exposto em reuniões iniciais com técnicos do Ministério da Economia.

Na lista de itens que incomodam os resseguradores, estão a discricionariedade dos repasses do governo federal ao programa, a excessiva autonomia das instituições financeiras na apuração dos sinistros e a inadequação das alíquotas cobradas dos produtores.

Criado no início da década de 1970, o Proagro funciona como um seguro. O produtor contrata a modalidade no momento em que pede um financiamento para custeio da produção numa instituição financeira e, em caso de perda da safra decorrente de eventos climáticos ou biológicos, como secas ou pragas, ele é indenizado.

Conforme o Valor apurou, o governo sondou o mercado de resseguros, principalmente empresas locais, sobre o interesse no programa. "O governo consegue melhorar a eficiência e dar previsibilidade ao recurso direcionado? Esses são pilares que norteiam a conversa", diz uma fonte que participa das discussões.

Valor Econômico (06/06/2019)