Voltar

Queremos mais concorrência no mercado

Essa foi uma das afirmações feitas pela superintendente da Susep, Solange Vieira, ao longo da palestra "O Desenvolvimento do Mercado de Seguros: Regulação e Oportunidades". A apresentação da executiva foi o destaque das aulas magnas que marcaram o início do segundo semestre letivo dos cursos de ensino superior da Escola Nacional de Seguros (ENS).

Realizados nos dias 28 e 29 de agosto, os eventos aconteceram nos auditórios da ENS no Rio de Janeiro (RJ) e em São Paulo (SP), que ficaram lotados com alunos, professores e colaboradores da ENS, e com personalidades do setor.

No Rio de Janeiro, as atividades foram abertas pelo presidente da ENS, Robert Bittar, que agradeceu a participação da superintendente. Em seguida, o diretor geral da Instituição, Tarcísio Godoy, enalteceu a relevância do encontro para a formação de profissionais do setor. "Há 48 anos a ENS tem priorizado oferecer um treinamento de excelência para corretores, securitários e para a sociedade em geral, por meio de programas de ensino e de palestras".

Solange Vieira iniciou a aula afirmando que o objetivo era provocar a reflexão sobre o que é o seguro e como trabalhá-lo para que seja expandido no Brasil. "Nosso setor de seguros ainda é muito incipiente perto do que pode abranger".

Seguro como investidor institucional

A executiva mostrou a importância e a participação do segmento em todas as atividades da sociedade, tanto para pessoas quanto para negócios. "É impensável, por exemplo, o mundo da exportação sem seguros. O comércio internacional não existiria se não tivéssemos os seguros".

Solange ressaltou pilares onde o setor tem atuação essencial para a sociedade, entre eles o desenvolvimento econômico. "O segmento é um investidor institucional. A indústria de seguros mobiliza hoje um percentual do PIB enorme, com quase 1 trilhão de reservas acumuladas. É um elemento fundamental para a formação de poupança de longo prazo no País".

Por meio de exemplos práticos e de cases de acidentes, como o incêndio que destruiu o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, a palestrante demonstrou como os seguros são fundamentais para a prevenção e mitigação de riscos em todos os tipos de negócios, sejam eles de exportação e importação, fábricas, óleo e gás, e aviação.

Ela lembrou ainda que os seguros são instrumentos de apoio para políticas públicas. "O Brasil tem inúmeras políticas públicas de seguros, entre elas o seguro desemprego, seguro defeso, auxílio doença, licença maternidade e seguro rural".

Segurança jurídica e cultura de seguros

A atuação do órgão regulador também esteve em pauta. Solange falou sobre as prioridades e atividades da Susep e como a autarquia vem trabalhando as questões do setor em quatro pontos focais: Concorrência, Estabilidade Jurídica, Flexibilidade e Credibilidade. "Queremos mais concorrência no mercado. Ela traz mais produtos, mais empresas, maior qualidade, melhores preços e mais variedade".

Com o aumento da segurança jurídica, a executiva acredita que o órgão pretende alcançar maior confiança, estabilidade, proteção e credibilidade. "No mundo dos negócios e nos seguros isso é fundamental", declarou. Educação securitária e previdenciária e a importância de poupar para ter uma velhice mais tranquila foram os temas que encerraram a palestra.

Ao final, a maior autoridade do setor de seguros brasileiro foi homenageada com placa entregue pela diretora de Ensino Técnico da ENS, Maria Helena Monteiro. Além dela, também prestigiaram a aula magna o vice-presidente da ENS, Luiz Tavares Pereira Filho, os diretores da Instituição, Mario Pinto (Ensino Superior) e Paola Casado (Administrativo-Financeira), o presidente da CNseg, Marcio Coriolano, e o presidente da Fenacor, Armando Vergilio.

Em São Paulo, Tarcísio Godoy e Mario Pinto representaram a ENS. Somadas as duas edições, mais de 300 pessoas compareceram aos eventos.

ENS - Por Coordenadoria de Comunicação Social (06/09/2019)