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Não adianta ter tecnologia se não valorizar o segurado

Não adianta ter tecnologia se não valorizar o segurado

 

A tecnologia foi tema de conversa da manhã desta terça-feira, no Sincor-SP. A entidade reuniu corretores para participar da "Agenda Digital" que discutiu a "Tecnologia no universo do seguro". O encontro teve como objetivo atualizar os corretores e alertar sobre a importância de estar atualizado sobre o tema apontando os desafios e as oportunidades existentes nessa transformação.

Marcelo Blay, coordenador do comitê de inovação do Sincor-SP e CEO da Minuto Seguros, fez a abertura do evento e levou os corretores à reflexão sobre o que seria uma empresa digital.  Ele contou o mito da empresa digital "todos de barba, ter uma piscina de bolinhas. Parece fácil não é?"

Blay disse que a pergunta é "somos uma empresa de seguros ou de tecnologia"? a resposta é "somos uma empresa de seguros que precisa de uma estrutura de tecnologia" e ressaltou que os processos devem ser revistos e "vai doer muito", alertou.

Ele destacou ainda que independente da tecnologia, quem nunca deve ser esquecido é o cliente. "Não adianta ter tecnologia de ponta se não valorizar e priorizar o segurado, que quer velocidade e qualidade no atendimento.

Não estamos sendo mais comparados com os concorrentes do nosso setor, mas sim com Netflix, Google, Apple. O consumidor quer ter a mesma qualidade no nosso atendimento, que ele tem nessas empresas", completa.

O mercado de insurtechs no Brasil foi o tema da apresentação de José Prado, CEO da Insurtech Brasil. Ele abordou a tendência do mercado em colocar medo no corretor de seguros. "O setor tem espaço para todo mundo. E os corretores, que lidam diretamente com o consumidor, são os mais capacitados para trazer as soluções necessárias para o mercado. Estamos falando de insurtechs, mas tem algumas soluções digitais que estão vendendo os mesmos produtos que o mercado de seguros já trabalha".

O encontro ainda teve espaço para debate. "Oportunidades e desafios da tecnologia na corretagem de seguros" trouxe o portfólio das insurtechs convidadas, que ressaltaram que os corretores devem levar as demandas do setor às empresas de tecnologia, pois possuem um vasto conhecimento de mercado. "Os corretores têm que fazer conexões com as startups, pois assim podem surgir novos produtos de seguro e novas soluções para o mercado", sinalizou o fundador da Kakau, Henrique Volpi.

"O maior desafio do mercado de seguros é descobrir quais os produtos que podem ser oferecidos em quais canais e para quais perfis de clientes. E o corretor de seguros pode ajudar nisto", aponta o criador e CEO da Pitzi, Daniel Hatkoff.

Na opinião de Henrique Mazieiro, CEO do Planetun, o corretor pode ser o caminho para as inovações do mercado. "A experiência do cliente é um fator chave para o sucesso", afirmou.

Encerrando o evento aconteceu o painel "Tendências – Caminhos inevitáveis, o que está por vir", em que o CEO da Creditas, Sergio Furio, falou sobre a importância da tecnologia e de soluções inovadoras. "A tecnologia traz democratização, pois tanto uma empresa pequena quanto uma grande podem fornecer soluções inovadoras, o que talvez muda é o alcance".

Ele ressaltou que o consumidor mudou e está atrás de excelência e resultados assertivos. "É preciso colocar o cliente no centro, e a tecnologia está criando ecossistemas possíveis de resolver todos os problemas dele", encerrou.

Para o presidente do Sincor-SP, Alexandre Camillo, o evento foi um grande acerto da entidade, já que é preciso discutir as mudanças que afetam o mercado de seguros. "O mundo está em transformação e somos agentes dessa transformação. Nossa missão, como Sincor-SP, é promover, ajudar e conduzir o corretor de seguros a essa necessária adaptação da evolução, da transformação digital", disse.

CQCS (01/08/2019)