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Mais uma entidade alerta para os riscos da proteção veicular

Mais uma entidade do mercado alerta para o risco de se recorrer à proteção veicular. Desta vez, foi o Sindicato das Seguradoras do rio Grande do Sul (SindSeg-RS) que publicou nota apontando os riscos aos quais estão sujeitas as pessoas que contratam esse tipo de produto achando tratar-se de um seguro.

Veja o texto na íntegra, abaixo: 

Entidades praticam preços normalmente mais baixos, mas oferecem maiores riscos.

A pandemia afetou a renda de muitas pessoas no último ano.

Com isso, muitos precisaram eduzir seus custos e procurar opções mais em conta em diversos serviços e produtos.

Mesmo com muitas seguradoras reduzindo sua margem, segurando reajustes e facilitando condições de pagamento, um movimento chamou atenção das entidades reguladoras do mercado segurador: a procura por "seguros pirata".

São considerados "seguros piratas", as modalidades de "proteção" oferecidas por associações que não são seguradoras. "Temos visto um aumento preocupante da contratação da chamada "proteção veicular". Algumas empresas até mesmo utilizam um nome semelhante a seguradoras para vender seu produto ao cliente mais desatento. Gostaríamos de lembrar ao consumidor que somente seguradoras credenciadas e autorizadas a operar no mercado de seguros podem dar garantia de proteção aos seus segurados", explica o presidente do Sindicato das Seguradoras do RS (SINDSEG-RS), Guilherme Bini.

Associações e Cooperativas que comercializam esta modalidade geralmente realizam uma autogestão e não oferecem garantias de que eventual sinistro será coberto. "Acontecendo o sinistro com um dos clientes de uma dessas empresas, caso o montante disponível não seja suficiente para cobrir a indenização, todos os participantes são chamados a participar do rateio. Isso na melhor das hipóteses, porque temos visto que em muitos casos não há indenização ao associado. Já as seguradoras, possuem por imposição legal uma reserva técnica para garantir a cobertura de todos seus segurados", alerta Bini. Para o presidente da entidade, a contratação de tais seguros piratas é o legítimo "barato que pode sair muito caro".

 
 

SindSeg/RS