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Estudo aponta tendências no mercado de seguros

Pesquisa realizada pela TransUnion, empresa especializada em soluções que auxiliam na prospecção de novos clientes, cross selling e prevenção à fraude, entre outros, aponta quatro tendências do mercado norte-americano que podem auxiliar as empresas brasileiras de seguros a adotar novas estratégias digitais, visando, principalmente, ao novo consumidor pós-pandemia, levando em conta que a Covid-19 acelerou os esforços de digitalização no setor e vem desafiando as seguradoras a compreenderem melhor as necessidades de seus clientes.

A primeira tendência sinaliza que os desafios financeiros e econômicos trazidos pela pandemia continuarão a impactar os consumidores e as empresas, levando potencialmente a impactos de lucratividade para as seguradoras. "Os entrevistados estão principalmente preocupados em poder pagar sua conta de seguro de automóvel (44%), seguido pelo pagamento de seu carro (26%), pagamento de hipoteca (23%) e seguro de vida (22%)", revela a TransUnion.

A análise observa ainda um aumento na distribuição de compradores de seguros de automóveis de maior risco. Fatores como o aumento do desemprego e impactos financeiros variáveis podem estar contribuindo para esta tendência, o que exigirá que as seguradoras sejam capazes de identificar quais clientes estão enfrentando as dificuldades para fortalecer o engajamento com os mesmos.

Ainda na carteira de automóveis, as seguradoras estão experimentando relativa estabilidade no desempenho de contratação de seguros a curto prazo, resultante de menos sinistros, que são reflexo de estradas menos congestionadas e menos quilômetros percorridos, entre outros fatores confluentes.

Outra tendência apurada foi que os consumidores e empresas esperam que as seguradoras tenham uma maior compreensão de suas necessidades individualizadas à luz dos comportamentos e preferências em mudança. 

A pesquisa identifica que as necessidades de seguros evoluíram durante o último ano em resposta à pandemia, o que inclui uma redução significativa das milhas percorridas levando a menos sinistros, o aumento no trabalho remoto e dificuldades financeiras contínuas. "Os efeitos duradouros destes desafios terão um impacto de tamanho enorme na forma como as seguradoras devem se aproximar e interagir com os clientes em 2021 e além", sugere o estudo.

A terceira tendência refere-se aos esforços de digitalização de seguros, continuarão a se fortalecer em 2021, ainda em resposta à pandemia, pois as seguradoras procuram atender melhor aos clientes e permanecer competitivas no mercado em evolução. "A adoção digital no setor de seguros cresceu 20% globalmente no último ano. Essa transformação está ocorrendo em todo o ciclo de vida das apólices de seguro, desde o marketing até à forma de reportar sinistros, passando pelo serviço digital de apólices", informa o documento.

A pesquisa da TransUnion constata ainda que quase metade dos entrevistados (47%) comunicou um evento de sinistro de automóveis e/ou bens no último ano, e desses, quase quatro em cada 10 (39%) usaram um aplicativo móvel, um portal de website ou e-mail.

Além disso,  os entrevistados preferiram se comunicar com um provedor de seguros principalmente via e-mail (32%) e chamadas telefônicas (32%), seguido por um aplicativo móvel da seguradora ou portal na Internet (18%). 

Por fim, há tendência referente aos eventos climáticos extremos, que deverão provocar um aumento no número e na gravidade dos pedidos relacionados a desastres em 2021 e nos anos seguintes. "Os EUA também experimentaram um número recorde de catástrofes naturais no último ano", destaca o estudo.

Nesse cenário, a pesquisa apurou que 21% dos entrevistados foram impactados por catástrofes naturais nos últimos 12 meses.

As tendências climáticas recentes, os sinais de mudança climática e a crescente exposição em áreas de alto risco sugerem que a indústria provavelmente continuará a ver este aumento da frequência e severidade dos sinistros relacionados a desastres naturais.

CQCS