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18º Conec – Mercado de seguros deve reforçar representatividade na Política

Painel do Conec contou com a participação do jornalista Ricardo Boechat

Durante o 18º Conec, o jornalista e radialista Ricardo Boechat participou do painel Política e o Setor de Seguros – Pauta Construtiva para o Futuro e destacou a importância da discussão desse tema no mercado de seguros. "Estamos vivendo um momento muito importante da nossa história e democracia e um setor com essa relevância discute nesse momento o seu futuro".

Para o presidente do Sindseg-SP, Mauro Batista, a longevidade; os novos riscos, como o cibernético, ambientais e de responsabilidades; e a era digital são fatores que irão pautar cada vez mais o mercado de seguros. "Precisamos considerar também uma interação grande com o Estado. As políticas públicas têm um efeito com a nossa ação. Aqui em São Paulo, contribuímos muito para a Lei do Desmonte. Isso diminuiu o roubo, criminalidade e colocou o nosso estado na vanguarda de controle da criminalidade", exemplificou.

Marcio Coriolano, presidente da CNseg, observa que os poderes da República não dão a devida importância para a representatividade do setor de seguros para a sociedade. Ele conclamou os profissionais para a exigência que o setor passe a ocupar o centro das políticas públicas no Brasil. "Queremos que os projetos que interessem à nação através do setor de seguros e da distribuição de seguros sejam privilegiados pelo Poder Executivo, Legislativo e Judiciário".

Alexandre Camillo, presidente licenciado do Sincor-SP, lembrou que o brasileiro, de maneira geral, não é politizado e o mercado de seguros tem grande responsabilidade para mudar esse cenário. Em sua visão, o setor já promove a política setorial muito bem, mas ainda falta representatividade na Política, a exemplo do que ocorreu com o setor de agronegócio, que conta com uma bancada própria. "Se nós já somos essa força (institucionalmente), já temos essa grandeza, conseguimos em um momento tão difícil do Brasil crescer 9% no primeiro semestre, que dirá se nós realmente organizarmos essa força e, além da política setorial, fizermos a nossa inserção na política partidária".

O presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar, reforça que além da educação securitária, o setor deve pleitear a educação dos governantes sobre o tema seguros. "Temos hoje cerca de 350 Projetos de Lei tramitando no Legislativo que abordam o tema seguros e 99% deles estão inócuos".

Ele acrescenta que os representantes do governo precisam saber da importância social do setor de seguros, o que não ocorre, em partes, pela falta de representatividade do setor na Política, já que atualmente existe só um corretor de seguros na Câmara Federal, o deputado Lucas Vergílio. "Esse aspecto do desconhecimento, da educação dos nossos governantes é o ponto modal para almejarmos melhores dias".

Revista Cobertura (01/10/2018)